Doenças Comuns 19 de agosto de 2026 ClicDoc

Unha encravada: tratamento e quando buscar ajuda médica

Aprenda tudo sobre a unha encravada, desde as causas comuns até as melhores formas de tratamento. Saiba como prevenir a inflamação e quando buscar orientação profissional.

A onicocriptose, popularmente conhecida como unha encravada, é uma das condições dermatológicas mais comuns e desconfortáveis que afetam os pés. Ela ocorre quando a borda lateral da unha cresce e penetra na pele ao redor, causando dor, vermelhidão e, em muitos casos, infecções bacterianas. Embora pareça um problema simples, a unha encravada pode evoluir para quadros graves se não for tratada adequadamente ou se o paciente tentar realizar procedimentos caseiros invasivos sem a devida assepsia.

Sentir dor ao caminhar ou ao calçar um sapato fechado é o primeiro sinal de que algo não vai bem. Muitas pessoas ignoram os sintomas iniciais, esperando que a unha se 'cure' sozinha, mas o mecanismo físico da inflamação raramente permite isso sem intervenção. Este guia completo tem como objetivo explicar o que causa essa condição, como funciona o tratamento para unha encravada e, principalmente, em que momento a ajuda médica se torna indispensável para evitar complicações.

O que é a unha encravada e por que ela acontece

A anatomia do nosso pé é projetada para suportar o peso do corpo e facilitar a locomoção. As unhas, por sua vez, servem como uma proteção para as pontas dos dedos, que são áreas ricas em terminações nervosas. A unha encravada acontece quando há um desequilíbrio nessa estrutura: ou a unha é larga demais para o leito ungueal, ou a pele ao redor cresce de forma excessiva, criando um caminho de colisão.

Quando a borda da unha perfura a derme, o corpo entende aquele pedaço de queratina como um corpo estranho. Isso desencadeia uma resposta inflamatória imediata. O fluxo sanguíneo aumenta na região para tentar combater a 'invasão', resultando em inchaço e calor local. Se a barreira cutânea for rompida, bactérias que vivem naturalmente na pele podem entrar, dando origem a abscessos e secreções purulentas. Entender que se trata de um trauma físico contínuo é fundamental para compreender por que o tratamento precisa ser focado na remoção da pressão exercida pela unha.

Principais causas da unha encravada no dia a dia

A causa mais frequente da unha encravada é o corte incorreto das unhas. Muitas pessoas têm o hábito de arredondar os cantos das unhas dos pés ou cortá-las excessivamente curtas. Ao fazer isso, a pele das dobras laterais 'invade' o espaço que deveria ser ocupado pela unha. Conforme a unha cresce, ela encontra essa barreira de pele e acaba penetrando no tecido. O corte ideal deve ser sempre reto, mantendo as pontas visíveis acima da pele.

Outro fator determinante é o uso de calçados inadequados. Sapatos de bico fino ou numeração apertada comprimem os dedos uns contra os outros, forçando a borda da unha para dentro da pele. Praticantes de esportes de impacto, como futebol ou corrida, também estão no grupo de risco devido aos microtraumas constantes na ponta dos pés. Além disso, fatores genéticos, como o formato da unha (unhas muito curvadas ou 'em telha') e o excesso de suor nos pés (hiperidrose), que amolece a pele e facilita a penetração da unha, contribuem significativamente para o surgimento do problema.

Sintomas e graus de inflamação da unha

Os médicos geralmente classificam a unha encravada em três estágios principais, o que ajuda a definir a melhor abordagem terapêutica. No primeiro estágio, o paciente apresenta dor leve ao toque, um leve inchaço (edema) e vermelhidão (eritema). Não há presença de pus e a dor costuma ser suportável, manifestando-se apenas sob pressão direta.

No segundo estágio, a dor torna-se mais aguda e constante. O inchaço aumenta consideravelmente e começa a haver drenagem de secreção, que pode ser serosa (transparente) ou purulenta (pus). A infecção bacteriana secundária é comum nesta fase, e a área ao redor da unha fica visivelmente inflamada e quente. No terceiro estágio, ocorre a formação de um granuloma piogênico, popularmente chamado de 'carne esponjosa'. O corpo tenta cicatrizar a ferida de forma desordenada, criando um tecido altamente vascularizado que sangra facilmente e cobre parte da unha, tornando o tratamento mais complexo.

Unha encravada: tratamento inicial e cuidados básicos

Quando a unha começa a encravar e está apenas no estágio inicial de irritação, alguns cuidados podem ajudar a aliviar o desconforto e evitar a progressão da inflamação. O tratamento de suporte envolve o uso de escalda-pés com água morna e sabão antisséptico por cerca de 15 a 20 minutos, três vezes ao dia. Isso ajuda a amolecer o tecido e a manter a área limpa de patógenos.

A recomendação médica clássica é tentar elevar suavemente a borda da unha que está entrando na pele. Isso pode ser feito colocando um pequeno pedaço de algodão limpo ou fio dental sob a ponta da unha após o banho, criando uma separação física entre a lâmina ungueal e a derme. No entanto, é fundamental que isso seja feito sem força e com as mãos higienizadas. Se houver qualquer sinal de pus ou dor intensa, essas tentativas devem ser interrompidas para não agravar a lesão.

Opções de tratamento profissional e clínico

Se as medidas iniciais não funcionarem em 48 horas, ou se o quadro já estiver avançado, o tratamento profissional torna-se mandatório. O médico dermatologista ou um podólogo qualificado poderá avaliar a necessidade de uma intervenção. Em casos moderados, podem ser utilizadas órteses ungueais, que funcionam como 'aparelhos' para corrigir a curvatura da unha ao longo do tempo, impedindo que ela volte a encravar.

Para casos recorrentes ou com granuloma, o tratamento definitivo costuma ser cirúrgico. A cirurgia de unha encravada (cantoplastia ou matricectomia) é um procedimento ambulatorial simples, realizado sob anestesia local. O médico remove apenas a lateral da unha que está encravando e, em seguida, utiliza substâncias químicas (como o fenol) ou técnicas elétricas para destruir a matriz da unha naquela região específica. Isso garante que aquele pedaço lateral não volte a crescer, resolvendo o problema de forma permanente sem afetar a estética geral do dedo.

Como prevenir que a unha encrave novamente

A prevenção é o melhor caminho para quem já sofreu com esse problema. A regra de ouro é: nunca corte as unhas dos pés em formato arredondado. Use um cortador de unhas reto ou uma tesoura apropriada e deixe a borda livre sempre visível. Se você tem dificuldade em enxergar ou em alcançar os pés, pedir ajuda a um familiar ou visitar um podólogo regularmente é um investimento na sua saúde.

Além do corte, a escolha dos calçados é vital. Opte por sapatos que ofereçam espaço para os dedos se movimentarem. Se o seu trabalho exige sapatos sociais ou de segurança que são rígidos, tente retirá-los sempre que possível durante o dia para aliviar a pressão. Manter os pés secos e arejados também previne a maceração da pele, dificultando que a unha rompa a barreira cutânea. Para pessoas com unhas naturalmente muito grossas ou curvadas, o acompanhamento preventivo com um especialista pode evitar que pequenas irritações se tornem grandes abscessos.

O perigo de tentar tratar sozinho em casa

Um dos maiores erros cometidos por quem sofre com uma unha encravada é a tentativa de 'cirurgia doméstica'. O uso de alicates de cutícula não esterilizados, agulhas ou palitos de dente para tentar levantar ou cortar a unha pode introduzir bactérias perigosas no fluxo sanguíneo. O risco de desenvolver uma celulite infecciosa (uma infecção profunda da pele) ou até mesmo uma osteomielite (infecção no osso do dedo) é real e preocupante.

Pacientes com doenças crônicas, como diabetes ou problemas circulatórios, devem ter cuidado redobrado. Nestes casos, uma pequena lesão no pé pode não cicatrizar adequadamente devido à má irrigação sanguínea ou à perda de sensibilidade nervosa (neuropatia). O que começa como uma simples unha encravada pode evoluir para úlceras graves e, em cenários extremos, risco de amputação se não houver acompanhamento médico imediato. Nunca use pomadas com antibióticos ou substâncias químicas 'caseiras' sem orientação, pois elas podem mascarar a gravidade da infecção.

Quando procurar um médico para sua unha

Saber o momento exato de buscar ajuda profissional pode poupar dias de dor e evitar cirurgias mais extensas. Você deve procurar um médico imediatamente se notar qualquer um dos seguintes sinais: vermelhidão que começa a se espalhar para o restante do dedo ou para o pé; dor que impede o sono ou a caminhada; presença de febre ou calafrios; e drenagem persistente de pus amarelado ou esverdeado.

Além disso, se você notar o crescimento de uma carne vermelha e brilhante sobre a unha (granuloma), saiba que essa condição dificilmente regride sem intervenção clínica. Não espere a inflamação 'amadurecer'. O diagnóstico precoce permite tratamentos menos invasivos, muitas vezes resolvidos com curativos especializados e medicações tópicas ou orais prescritas após avaliação cuidadosa. Lembre-se que o cuidado com os pés é uma parte essencial da saúde geral e não deve ser negligenciado por medo do procedimento médico.

Se você está sofrendo com a dor de uma unha encravada e não sabe como proceder, a telemedicina pode ser o seu primeiro passo para o alívio. Através de uma consulta online, o médico pode avaliar visualmente o grau da inflamação, orientar sobre os cuidados imediatos para alívio da dor e indicar se há necessidade de intervenção presencial ou prescrição de medicamentos para controlar a infecção. No ClicDoc, você realiza sua consulta por vídeo com médicos capacitados por apenas R$65, com atendimento rápido e sem a necessidade de baixar qualquer aplicativo. Recupere o seu conforto e caminhe sem dor cuidando da sua saúde agora mesmo.

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